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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Livro de estilo

Primeiro que tudo deixem-me esclarecer-vos o seguinte: qualquer mente dedicada a qualquer trabalho criativo funciona melhor quando incentivada por um sistema semelhante àquele que regula os funcionários públicos. Um horário, uma lista de objectivos, obrigações contratuais e uma ou outra pausa para café e um pastel de nata são elementos imprescindíveis para afastar a preguiça e a procrastinação, dois dos maiores inimigos de quem quer produzir o que quer que seja.

Como jovem aprendiz de argumentista, escritor, bailarino e ser humano, não me excluo do que acabei de descrever; de facto, essa ideia romântica de que o artista perfeito é aquele com liberdade total para fazer piqueniques, relaxar num retiro Tibetano e, nos intervalos dos seus profundos momentos de introspecção, dedicar-se à execução d’A Obra é um absoluto mito urbano; e se funcionou para uns quantos génios é porque foram génios e não tipos como eu, não génios, que se atrevem a enveredar por estes caminhos. Desconfio de qualquer pessoa que, na sua ânsia de se aproximar dos ideias intelectuais, culturais ou artísticos que admira, se afasta com afinco (e eficiência) da realidade do dia-a-dia; e isso inclui fazer o pequeno almoço, pisar cocó de cão e chegar a casa às tantas depois de um dia inteiro de trabalho. “Criar” (o que quer que isso signifique) é um acto que precisa de combustível, e esse combustível é a vidinha de todos os dias e não os trabalhos de outros artistas que tentamos agradar e imitar.

Daí que não tenha sido uma surpresa por aí além a descoberta de que o final do meu blog, na sua forma passada, era na verdade o final de uma obrigação necessária. Perante quem? Ninguém; a entidade a que chamamos “Internet” tem mais coisas para fazer do que ler-me, e poucos e silenciosos eram os que me acompanhavam. Não se pode dizer que estivesse, naqueles tempos, a escrever para alguém; redigia com igual afinco textos que despertavam simpáticos comentários por parte de alguns leitores como histórias que ainda hoje, sem reacções ou comentários, ganham pó nos meandros do blog.

O final desta obrigação necessária, deste incentivo a escrever, levou inexoravelmente a uma estagnação total na minha produção “literária”, nome fino utilizado para me referir aos ocasionais textos que sempre redigi. Fora ocasionais trabalhos de escola e um ou outro texto, geralmente sem interesse e raramente terminado, poucas foram as vezes em que abri o Word e me sentei para bater violentamente com a testa no teclado; processo que me despertava, e sempre despertou, o mais masoquista e genuíno prazer.

Tal seria irrelevante não fossem os meus objectivos profissionais passarem exactamente pela escrita (por vezes esqueço-me daquilo que estou a tentar tornar-me a longo prazo, tais são as preocupações e obrigações do dia-a-dia para atingir esse mesmo objectivo): seria como estar a estudar para ser nutricionista e só ter tempo de comer merendas mistas e coca-cola ao almoço. É um mistério como vou chegar a pagar o gás e a casa com aquilo que escrevo se, no decorrer do meu processo de educação, faço de tudo e mais alguma coisa excepto escrever.

Esta situação tem de ser alterada. Voltemos, portanto, à analogia inicial com o funcionário público: como tornar o seu serviço mais produtivo? Atribuindo-lhe objectivos específicos, explicando-lhe qual o seu lugar na bela e oleada fábrica que é a administração do ministério, dando-lhe palmadinhas nas costas de cada vez que acerta com o carimbo no despacho certo. Em suma: há que apertar-lhe o pescoço e obriga-lo a mexer-se, retribuindo-lhe com um biscoito finalizada a tarefa proposta. O meu biscoito, e a minha tarefa, são este blog.

Renasce, portanto, das cinzas; com novo aspecto e novos objectivos. Não se pode dizer que eu tenha perdido familiares, viajado ao Tibete ou alterado a minha visão filosófica do Universo; mas que estou diferente, estou; e diz o lugar-comum tão piegas como verdadeiro que continuarei a mudar indefinidamente. Isso vai reflectir-se, com certeza, no rumo que der a este meu espaço. Por agora, vejamos o que este blog não vai ser:

Não vai ser um espaço de lamúrias pessoais ou desabafos sobre temas que me apaixonam demasiado. Isso tornaria tudo parcial, partidário e, genericamente, aborrecido para as outras pessoas. Por vezes esquecemo-nos que somos muito menos interessantes do que pensamos.
Não vai ser lugar de numerosas e (des)interessantes discussões sobre os temas que encheram, anteriormente, este blog: religião, ciência, cepticismo.

Não vai ser um conjunto de opiniões pessoais e arrogantes, por mais justificadas que estas pudessem ser.

Não vai ser um local de partilha de informações pessoais. Para isso existem milhentas redes sociais onde podemos violar a nossa própria privacidade com mais à-vontade.

Então, o que sobra? Um espaço onde pretendo realçar as minhas histórias, seja na forma de contos seja na forma de lombrigas, longas e divididas em episódios, capítulos, volumes, tomos; onde, lá de vez em quanto, posso cometer o abuso de partilhar qualquer texto de opinião que considere relevante e um ou outro vídeo (porque agora descobri que “escrever com a câmara” é tão divertido como escrever ao teclado); e onde, acima de tudo, não procurarei evitar a minha própria personalidade para, sem ela, corresponder a qualquer ideal “artístico”.

As rubricas poderão voltar tal como estavam, quem sabe nascerão algumas novas. A periodicidade de publicações será ora frenética, ora espaçada, ora uma vergonha. Tudo dependerá de muito, e pouco ficará nas minhas mãos senão vir cá quando puder.

Terminemos o que já vai longo. Considerem aplicado o desfibrilador.

Cumprimentos,
O Autor

sábado, 24 de setembro de 2011

O Zombie Literário


Hoje é o último dia deste blog; ou, pelo menos, da sua existência actual. Cheguei à conclusão, sem mais nem menos (não me peçam justificações: sou jovem, estou na idade da impulsividade), que esta é uma excelente altura para terminar o blog. Curioso, não é?

Além de estar ocupado, percebi que não há grande razão para continuar a publicar coisas pela Internet. Escrevo para mim; sempre o fiz, e se alguma vez aqui defendi o contrário fiquem desde já sabendo que vos estava a enganar na altura. Daí que estar a mostrá-las ao mundo traz poucas ou nenhumas vantagens. Não me interpretem como um piegas, estou a ser sincero.

No entanto, o blog não será varrido desse conceito parvo a que chamam “blogosfera”: ele aqui fica, qual zombie literário, entre a vida e a morte, e disposto a comer os cérebros daqueles que, por acidente ou de propósito, cá vierem parar. Tudo o que foi publicado durante estes últimos anos cá vai continuar no limbo, aberto a qualquer visitante e curioso.

Será isto definitivo? Olhe, não lhe sei dizer. É definitivo até eu mudar de ideias; que tal?

Um grande abraço de agradecimento do Autor aos Leitores, vocês aí, desse lado do ecrã.

Cumprimentos à família,
Renato Rocha

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A rentrée do "Trajectória Aleatória"

No decorrer do próximo ano vou estar demasiado ocupado a tentar construir uma vidinha, e a minha participação neste blog virá a ser severamente afectada.

Com este claro e sério atentado à qualidade da blogosfera (palavra que abomino mas que utilizo como laracha) surge a questão: Como vai o Autor organizar a sua vida? Duas estratégias lhe ocorrem, assim de repente:

Estratégia Número Um: Vir aqui de semana a semana deixar qualquer baboseira escrita sem o mínimo gosto e atenção, fruto de uma mão destreinada e de um cérebro que perdeu a prática;

Estratégia Número Dois: Definir um calendário bem estruturado e que me obrigue, dentro das minhas possibilidades físicas e psicológicas, a cumprir com um número mínimo de posts a dias certos.

A Estratégia Número Um parece-me de todo a mais coerente com os meus objectivos para este ano, leia-se, boas horas de sono e concentração total nas minhas obrigações. Porém, e porque escrever me dá gozo e porque o blog não pode parar (que faria eu sem os rendimentos que daqui advêm?), a Estratégia Número Dois é a escolhida.

Cria-se desde já, portanto, uma entidade autónoma e quase-omnipotente, que na hierarquia do blog está acima de qualquer deus e de qualquer Autor: O Calendário (com maiúscula).

Este Calendário, determinado agora mas sempre sujeito a alterações com o decorrer dos meses, estabelecerá em que dias se publicará determinado texto, com que regularidade, e a que dias de folga tenho direito.

A Primeira Edição do Calendário (permanecem as maiúsculas) estabelece-se como se segue:


Segundas-feiras: Episódio de “Samora”

Terças: Folga

Quartas: Folga

Quintas: Texto Variado

Sextas: Episódio de “Samora”

Sábados: Texto variado

Domingos: Flashback da Semana /Liberdade para publicar o que me apetecer


Entre os “Textos Variados” contam-se (além de, sem surpresa alguma, alguns textos variados) as rubricas que ajudaram a trazer a este blog as largas unidades de leitores: “Cartas para Andrómeda”, “Frase Apropriada”, “The Fernandes Challenge”, “Dicionário Rocha” e “Creative Promps”.

Novidade é o “Flashback da Semana”, no qual coloco links para todos os textos da respectiva semana. Com este mecanismo, o leitor mais preguiçoso (ou ocupado; escolham a categoria que mais vos afaga o ego) poderá visitar o blog apenas aos Domingos e escolher, entre o que foi publicado, aquilo que lhe apetecer ler.

À primeira vista parece-me um plano demasiadamente optimista; a ver vamos. Os planos são bons: primeiro porque me roubam pouquíssimo preciosas horas de descanso e trabalho; e segundo porque me obrigam a não estar parado, e a corresponder a expectativas auto-impostas.

Armado com a melancolia característica do início de Setembro,

O Autor



P.S.: É com felicidade que constato que Agosto de 2011 foi o mais produtivo de sempre na história deste blog, atingindo os 42 posts. Isto dá a divertida média de 1,3548387096774193548387096774194 posts por dia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Sete Pecados Mortais"

As centenas de atentos fãs deste espaço devem recordar-se que falei aqui há tempos de um certo projecto em parecia com a Mariana Fernandes, pessoa que além de minha amiga tem o potencial de se tornar uma grande designer (uma mão lava a outra, é o que dizem). 

O projecto intitula-se "Sete Pecados Mortais" e tem a forma de livrinho (uso o diminutivo para aumentar o seu grau de fofura, que já é elevado) e conta com oito ilustrações da Mariana Fernandes acompanhando oito histórias minhas à volta do tema que dá título à coisa. 

Algumas fotos do produto final (e mais informações sobre a Mariana) pode ser vistas aqui:

http://www.behance.net/gallery/The-Seven-Deadly-Sins/1868643

Negociações estão neste preciso momento a decorrer para que o conteúdo do livro seja colocado aqui no blog. Mais notícias no decorrer dos próximos dias. 

Cordialmente, 
O Autor

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Anúncio

No prelo está a próxima série do Trajectória Aleatória, depois do esmagador sucesso de O Homem que Reconhecia as Mulheres pelo Rabo, O Cereal KillerSmith e as Sereias. Trata-se de uma semi-mini-série de 12 episódios cuja temática inclui bolos frescos, pancadaria e a potencial destruição de um bairro português. Mais detalhes serão publicados em breve, para delírio dos fãs; é só esperar que o menino chinês termine o seu trabalho. 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Alô – post pessoal

Hoje dei por terminada a semi-final versão da minha curta metragem de final de curso. Pimba. Faltam uns retoques no som, mas com tranquilidade. Terminaram também os testes, restam apenas os exames e a candidatura à faculdade mas quer um quer outro não me vão roubar tempo para escrever aqui no blog.
Entretanto tenho andado atarefado com um projecto em parecia com uma senhora doutura chamada Mariana Fernandes, que vai ser (se ela deixar) disponibilizado aqui para todos verem e lerem e apreciarem e mostrarem aos amigos e às tias.
Ainda nas notícias: estou a desenvolver um Projecto Misterioso e a preparar uma nova série semelhante ao “Smith e as Sereias” para publicar por aqui. Portanto, ando ocupado. Além disso, pretendo começar a ver filmes que nem louco e a dormir que nem um bebé gordo e nutrido.
Até lá, cumprimentos aos setecentos mil leitores diários.
O Autor

quarta-feira, 13 de abril de 2011

De regresso

Terminei há dias a rodagem da minha PAA, o que me tirou um enorme peso de dentro da cabeça e me disponibiliza agora mais tempo, paciência e carinho para colocar coisas novas aqui no blog.

Era bom se voltasse a publicar algumas histórias como antigamente, e quem sabe algo semelhante ao "Smith e as Sereias", só que menos parvo.

Outra das ideias é investir, durante os próximos dias, num relaxamento quase total que inclui leitura, coca cola com gelo, ver filmes e dormir decentemente.

Estou neste momento a pensar os prós e contras das duas possibilidades, mas a segunda está neste momento à frente.

Isto tudo para informar os 1,5 leitores do blog que estarei, ou pelo menos poderei vir a estar, de regresso.

Cordialmente e com muito Amor,
O Autor

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um euro de Natal

Indivíduo dedilhava o teclado do telemóvel de última geração. Estava a acabar de escrever uma mensagem que dizia:
“Apesar de toda a crise e de toda a fome e pobreza, teremos sempre o Natal para aproveitar o que mais gostamos e passar tempo com aqueles que mais amamos. Desejo-te um Santo Natal, com muita paz e amor, cheio de prendas e felicidade, e umas grandes entradas no próximo ano. Que todos os teus desejos se realizem e que os teus objectivos se concretizem. E que consigas passar muito tempo com os que mais amas.”
Indivíduo releu a mensagem e repensou o seu conteúdo. Achava que estava curta demais. Faltava qualquer coisa, talvez a palavra amor só que com maiúscula. Por isso acrescentou no fim:
“Com muito Amor para ti e para aqueles que mais amas”
E preparava-se para clicar no botão “Enviar a todos os contactos” quando a janela de seu quarto se desfez em estilhaços e uma bala lhe furou a testa como se fosse papel. O indivíduo tombou, largando o telemóvel a meio caminho entre a posição de pé e o chão alcatifado de sua casa. Quando a sua cabeça esburacada atingiu o chão, já o seu telemóvel caíra em cima do sofá com a mensagem “Erro ao enviar a mensagem” em brilhantes letras brancas.
O atirador furtivo, no topo do edifício do outro lado da rua, arrumou a arma de alto calibre e vestiu as luvas. Mais um Natal salvo. O seu trabalho ali estava feito.

O Autor deste blog gostaria de desejar uma excelente celebração desta festa tipicamente católica e, portanto, portuguesa que é o Natal. A celebração do nascimento de uma figura mitológica que, ao que parece, nem sequer nasceu em Dezembro, é algo a respeitar e a preservar. Desejo-vos muitas árvores pagãs cheias de presentes que destruirão os vossos filhos com mimos injustificados e uma grande entrada em 2011.
Com muito Amor, sarcasmo e, claro, Amor,
O Autor

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Voluntários?

Estou a começar a escrever e desenvolver ideias para a PAA, e um dos erros que muita gente comete e que eu quero evitar a todo o custo é fechar-me numa masturbação artística tão elevadamente egocêntrica que perco toda e qualquer objectividade e noção de perspectiva em relação ao meu trabalho. Por isso, inauguro hoje oficialmente o grupo d'As Cobaias.

Eu explico:

O objectivo é angariar voluntários (não precisam de perceber patavina de cinema ou de escrita de argumentos, mas se for o caso até agradeço) para servirem de cobaias (daí o nome) às minhas ideias. Quando tenho um argumento terminado, envio-o ou faço-o chegar aos vários elementos do grupo, cada um lê (quando lhe apetecer e se quiser), e de seguida dão-me feedback. Isto inclui críticas, sugestões, e todo o tipo de comentários.

E se é para fazerem só elogios não me interessa. "Está muito giro" é bonito de se ouvir, mas não me ajuda em nada. Por isso, tenham em consideração que se quiserem ser uma d'As Cobaias terão de jurar a pés juntos que a vossa opinião será sincera. E se isso incluir "Acho que este argumento está pavoroso" ou "Eu sei que gostas muito desta personagem, mas ela é simplesmente inacreditável e imbecil", seja.

Quem se quiser voluntariar pode deixar-me um comentários aqui no blog, ou contactar-me através do meu mail, renato.rocha16@gmail.com. Ou através do Facebook. Ou pessoalmente, se me virem na rua.

Agradecido pela atenção,

O Autor

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Só para tornar mais oficial ainda

Os episódios de Smith e as Sereias passarão a ser publicados às Terças e Quartas.

Ok?

Ok.

Assinado,
O Autor

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um ano


O Trajectória Aleatória faz hoje um ano. Eu sei que esta é a forma mais foleira de o celebrar, mas são onze e meia da noite e eu estou a implorar pela minha almofada.

(Discurso, discurso, discurso!)

Pronto, pronto.

Gostaria de agradecer às 3 pessoas que lêem com regularidade o meu blog, e relembrar a todas as outras que este espaço existe. Gostaria de agradecer todos os comentários entusiastas ou nem tanto (também os houve) que ajudaram a animar isto tudo. Gostaria de agradecer a todos os que publicitaram o blog, e, claro, a quem o descobriu por acaso e cá vem espreitar às vezes. E gostaria de agradecer, claro, ao rapazinho chinês.

E às religiões. Sem elas não haveria metade dos posts do último ano.

Um brinde ao Trajectória Aleatória.

(tchin tchin)

Feito. Agora, para a cama.

Assinado,
O Autor
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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Estatísticas

De vez em quando descubro umas funcionalidades no Blogger que me fascinam. A mais recente é um menú de "Estatísticas" sobre o meu blog. Encontrei coisas fantásticas.

Aqui está a parte referente ao público. Desde Maio de 2010 até hoje, recebi visitas no meu blog de países como o Brasil, a Alemanha a Holanda ou o Canadá. Como é que essa gente vem aqui parar é um mistério absoluto, mas não deixa de ter piada. Aliás, fazendo bem as contas, 886 visitas ao meu blog neste período foram a partir de países que não Portugal; sensivelmente um terço do total de visitas.

78 por cento dessas visitas são a partir de Windows, e apenas 13 por cento de Mac's. A minha amiga Mariana com certeza terá alguma conclusão a tirar do tipo "isso significa que os teus leitores são quase todos burros". Deixo-lhe aqui a oportunidade para ofender os meus leitores à vontade.


E quanto a "Pesquisa de palavras-chave", fiquem sabendo que expressões como "christiane aguas", "praça da alegria coro eu acredito" e "comunidade de vampiros" (?) trouxeram também visitantes ao meu blog.


E aqui chega a parte mais gira. Segundo o seguinte gráfico (estatísticas sem gráficos não têm prestígio nenhum, caramba), o pico de visitas no meu blog ocorreu em Agosto deste ano, não sei se por ter havido muitas coisas novas a serem publicadas ou porque estava tudo de férias e sem mais nada melhor para fazer.

Dados interessantes são também estes: parece que até Junho o número de visitas é quase irrelevante, porque aparece na linha do 0. E desde Agosto o número de visitas passou para menos de metade, o que só me estimula o ego.


Sempre que tenha mais estatísticas engraçadas partilharei convosco. Até lá, um grande bem-haja para os meus 15 leitores russos.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Viva a produção

Este mês de Agosto é oficialmente o 2º mês com mais posts (36) da história deste blog (ultrapassado apenas por Outubro do ano passado, com 49 publicações).

Obrigado a todos os escritores-fantasma que receberam dinheiro para escrever histórias em meu nome, e um agradecimento especial a todas as pessoas a quem roubei ideias e que nunca me processaram por isso. É graças a vós e à vossa actividade (e ao menino chinês, nunca se esqueçam) que este blog se mantém activo de uma forma tão, eh, activa.

Activamente,
O Autor
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais férias

Vou para um sítio muito mau e desconfortável em Espanha. Com piscina. Que chatice. Enquanto passo estes dias com a angústia esperada, vou tentando colocar aqui algumas coisas (ou pelo menos respeitar o calendário do Smith e as Sereias. Não é que alguém se importe, mas é uma questão de orgulho pessoal).

Entretanto deixo uma sondagem aberta aqui ao lado ---------------------->

Por favor participem para eu saber se as minhas produções criativas chegam a alguém ou não.

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sábado, 14 de agosto de 2010

Férias

Também tenho direito, certo?

Entretanto aproveito para fazer publicidade a mim próprio. Vão experimentando os primeiros episódios de Smith e as Sereias, que já foi classificada pelo Washington Post como "fenomenal" e "a melhor série literária alguma vez escrita num blog português sobre um marujo pervertido e sereias grávidas".

E já agora, para as pessoas que eu não conheço que lêem o meu blog: podem fazer comentários e deixar sugestões, ok? Não custa nada, incha-me o ego, e aproveitam para dizer se gostaram ou não de qualquer coisa para eu poder aprender mais sobre os gostos das outras pessoas. Por alguma razão escrevo num blog público.

Até Terça,

O Autor

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sábado, 24 de julho de 2010

Caros milhões de leitores e fãs em delírio

Vou de fim de semana para fora do país, aliás para fora do planeta, porque vou com uma das minhas personagens aqui do blog visitar a sua tia a Andrómeda (se eu fosse um escritor famoso toda a gente saberia de que personagem estou a falar; mas não me queixo do meu estatuto de blogger anónimo. Perdoem-me a divagação).

Retomando, vou de fim de semana mas voltarei na segunda, e juro por tudo o que me é mais sagrado que estou a preparar algumas coisas novas para aqui colocar; mas como é tudo coisa para requerer trabalho e dedicação não pode ser publicado às três pancadas como (tudo) o resto que aqui escrevo. Deixo-vos com alguns posts em que opino sobre coisas variadas.

Desculpem-me o português foleiro e a estranha construção das frases, mas são quase três da manhã e ainda não acabei de fazer a mala.

Cordialmente, e com todo o amor e carinho do mundo,
O Autor

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A culpa é do chinês

Como sabem, eu não invento as histórias que ponho aqui. Tenho um pequeno escravo chinês que vive numa cave em Badajoz, um amigo meu alimenta-o e de vez em quando dá-lhe banho de mangueira. Isto não é para contar, ok?
De qualquer forma, o escravo chinês é que me vai escrevendo umas coisas, eu pago-lhe em biscoitos e em papel higiénico, e até já lhe prometi deixá-lo sair de vez em quando da jaula para apanhar sol e correr atrás dos gafanhotos para esticar as pernas. Quando tem uma história pronta, envia-me por correio e depois é só copiar para aqui. Para não me cansar comprei outro pequeno escravo chinês para me passar os textos a limpo. Tem uns dedinhos pequenos, muito ágeis. Dão jeito quando os cotonetes caem para trás dos armários da casa de banho.
Voltando ao que estava a dizer. Tenho andado à espera de histórias novas, e desde há uma semana nada. A caixa de correio vazia. Liguei para o amigo que me tratava do chinês, e ele disse-me que o chinês tinha escrito histórias sim senhor, e ele próprio as tinha mandado pelo correio. Estranhei.
Desci no elevador e bati à porta da porteira. Se houvesse alguma coisa que tivesse ficado fora da caixa de correio iria ali parar, era sempre a senhora que me ficava com as cartas. Ela abriu a porta, e senti o cheiro característico a bibelôs e sabonete. Ela cumprimentou-me, eu disse bom dia, como está tudo? E perguntei logo pelas cartas. A porteira levou a mão à testa, e procurou justificar-se com um sorriso ingénuo. Ela achava que eu não sabia que ela tentava ver o que estava dentro das cartas ao encostá-las à janela e procurar pelas transparências. Foi lá dentro, voltou com um pequeno monte de encomendas para mim. As histórias. Pediu desculpa outra vez, e disse que se tinha distraído. Dei-lhe um murro no nariz, sem força quase nenhuma, juro, e ela caiu para trás e rebolou pelo hall de entrada.
Quando a polícia cá vier vou dizer que ela me confundiu com outra pessoa com certeza. Eu era incapaz de tamanha barbaridade, e insistirei que um dia a vi a andar nua pelo corredor e a falar com as plantas. Não que isso tenha realmente acontecido. Mas eles não sabem. Vou agora comprar um terceiro chinês para me abrir os envelopes, porque são muitos e ainda tenho a mão dorida do murro que nunca aconteceu.
Histórias novas para breve,
O Autor
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Razoavelmente mais atraente?

Não gosto de algumas das cores (nomeadamente esta espécie de cor de rosa piroso) mas as novas opções de "Design" do Blogger permitiram-me andar por aqui a brincar com o aspecto geral do blog durante algumas horas. Mudei-lhe (aliás, acrescentei-lhe, porque antes o blog era num aborrecido preto e branco) cores, assim como um ou outro tipo e tamanho de letra.

Outras das novidades estão na funcionalidade do blog. Atirei o Arquivo lá para "baixo", onde só o verá quem estiver à procura de algum post em alguma data específica; e pus as etiquetas logo ao início, ali em "cima", para facilitar a vida a quem procura algum tema específico. Por exemplo, sempre que me der para escrever sobre religião ou ciência e o caro leitor quiser só ler as histórias, basta clicar na etiqueta correcta e vai la parar direitinho, sem ter de perder tempo a fazer scroll (tem dois éles?) pelo blog abaixo.

Sou terrível a mexer em computadores e ainda pior a escolher cores e tonalidades. Os artistas e mentes criativas que por aqui passarem podem dar bitates e sugestões. Vamos tornar este blog num lugar mais bonito para as (três ou quatro) pessoas que o visitam.

Actualização: Substituí o cor de rosa por um azul, para não magoar os olhos de ninguém. Mesmo assim, azul com verde...
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terça-feira, 27 de abril de 2010

A todus os fâs deste bloge:

Um grande bem aja. Estou em recuperassão tranquilisante e descançada depois da minha ressurreição, e em breve estarei pronto para retumar a escrita deste bloge. Sei que as notíssias soubre a minha morte teiem corrido os jurnais, e que o excandalo ainda não està bem resolvido. Nada temão.

A minha recuperassão está para breve. Todos os medicos e pessoal ospitalar teiem sido espetaculares. Espero sinceramente voltar para o meu querido blog acim que me foure possível.

Até lá um grande abrasso de amizade para todos e um agradecimento especial ao Jorge Couto, o segurança da noite aqui do hospital, que se voluntariou para escrever as palavras que vus estou a ditar da minha cama.

Mandarei notíssias em breve.

Assinado,

Renato Roxa

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sábado, 27 de março de 2010

Projecto Xerezade

Uma vez que estou de férias e pouco tenho para fazer, mais vale desafiar-me a mim próprio. Começa hoje o



(tan tan tan tan taaan)



Projecto Xerezade!



Em que consiste o Projecto Xerezade?
Consiste na escrita de uma história por dia, a ser publicada neste blog, todos os dias até ao fim das férias da Páscoa.

Até quando durará este Projecto Xerezade?
Acabei de responder a isso no item anterior. Até ao fim das Férias da Páscoa.

O que posso esperar, como leitor deste blog, do Projecto Xerezade?
Poderá esperar uma história completamente nova e escrita no momento, sem paragens, e totalmente inventada no próprio dia.

O que significa Xerezade?
Vai à Wikipédia.

Qual o objectivo deste Projecto Xerezade?
Manter-me activo e não entrar no sedentarismo criativo típico das férias.

O que acontece se o autor deste blog falhar a publicação de uma história em determinado dia?
O autor será espancado à porta de casa, e terá de publicar DUAS histórias no dia seguinte.

Então e se fizer batotice e publicar histórias que já tinha escritas há mais tempo, ou escrever logo umas vinte histórias no mesmo dia para depois não ter mais trabalho durante o resto das férias?
Bem, suponho que para vocês não há meio de saber, pois não?

Praia ou montanha?
Montanha.

Qual o livro que está a ler neste momento?
"The Escape", de Carolyn Jessop.

Um momento especial?
Ler à beira mar.

Uma recordação?
Os Verões da minha infância.

Muito obrigado pela atenção.
De nada, eu é que agradeço. Quando é que isto vai para o ar?

Não é para a televisão, isto. É para o seu blog.
Ah, bom.

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